Meu irmão foi estudar fora do estado de São Paulo ainda bem
jovem. Achou por bem continuar por lá depois de concluir o ensino médio. As
ligações para dar notícias não eram tão frequentes... há 20 e tantos anos, não
tínhamos esta facilidade de celular e a telefonia fixa era bem cara e
monopolizada.
Em uma destas ligações ele comunicou a minha mãe:
-“Vou casar, a menina tá cheia!”
Minha mãe não atinou de imediato pensou... Cheia??? Cheia de
que meu Deus? Cheia de tanto esperar pra casar?
-“ Como assim cheia?”
- Tá grávida mãe...
Cheia...rsrs. Tudo o que enche é recheio não é mesmo?
Eu adoro recheio. Bolo recheado, pão recheado, travesseiro
de dormir bem rechadinho também é bom, pastel, torta, carne; é gostosura que
não acaba mais! Diria que o recheio é parte nobre de tudo. Tão bom que precisa
ficar bem guardadinho, protegido. Quando revelado, deleite de alegria.
Final dos anos 80 começo dos anos 90, gravidez antes do
casamento já não era mais surpresa ou motivo de vergonha. Assim, a vida seguiu
o fluxo da felicidade. O “recheio”
nasceu. Linda , decidida, torrona, o segundo “recheio –sobrinha da família”.
Agora vai casar... não tá “cheia”, está é decidida e feliz.
E a gente também...
Ao futuro marido Narlon, digo apenas o seguinte: você está
recebendo um de nossos melhores recheios...
saiba ser a casca generosa do bombom,
que tudo protege, embeleza e valoriza. Bom recheio pede bom envoltório.
Para você, Aline- recheio, seja o recheio da relação. Aquele “não sei o que “ a
mais que faz brilhar a família e que é dom nato das mulheres.
E que seja assim, pra
sempre , uma união de rechear nossos corações de orgulho.
Felicidades!!!!
OBS.: Por favor, não vão começar já a "encher" a casa.Não estou preparada para ser tia avó.
