sábado, 24 de agosto de 2013

É um Papo Eterno


Sabe aquela pessoa que nem todas as palavras positivas expressariam seu amor e admiração por ela? Sabe? Não?Xiiii... Sinto em lhe informar mas, sua vida ainda não tem sentido... aliás, nenhum sentido.
Há muito tempo desconfio, e agora começo  ter certeza, de que o propósito de toda uma existência humana resuma-se apenas em sentir o trem inexplicável: o tal do amor.
Não estou falando daquele amorzinho gostoso, de beijos, de encantamento, que nos leva a olhar para o relógio de hora em hora, que nos mata de saudade no intervalo de 7 dias e que desaparece num “zás trás” quando começam os problemas. Também não me refiro ao amor de cumplicidade de quando encontramos uma alma bem parecida com a nossa, em gostos e conceitos, mas ,que mora em outra casa : o valoroso amigo. Nem é aquele amor de gratidão e aconchego que sentimos junto aos familiares.
Falo do amor que justifica todas as renúncias sem mesmo precisar delas; que nasce e cresce a revelia de todos os problemas, incompreensões, julgamentos... Que completa, dignifica, soma e ensina. E não importa o que os outros digam: ele não vai mudar.
Há oito anos eu posso vivenciar este sentimento e sei que, graças a ele, minha existência já se justificou. Posso “cantar pra subir” a qualquer momento se o Cara lá de cima não precisar mais de mim por aqui.
No budismo, o número 8 é sagrado. Representa solidez, a finalização de um ciclo, os oito cantos de um cubo. Alguns cristãos consideram este número como  símbolo da harmonia. Para os chineses, “ representa a prosperidade, mas quem conhece o estudo esoterista sabe que isto significa muito mais do que bom augúrio/.../o número 8 preserva, equilibra, estabelece, conforta e consolida, tornando tudo mais vibrante, luminoso, seguro e com o instinto de preservação”¹. É o símbolo da eternidade, só que de pé. Aqui, estamos tomados pela magia deste número tão próspero e poderoso.
Na nossa vida nunca pudemos fazer grandes planejamentos... Nossos dias, durante muitos meses, começavam com os dizeres: “o prognóstico não é bom”, “é cedo pra dizer se ele vai sobreviver”, “neste quadro alertamos sempre para o pior”. E, depois de passar  tempos comemorando “mensários” e enchendo os funcionários da UTI de bolo e bombom, –sim, porque comemorávamos a vitória da vida por mais 30 dias e por não saber se um dia cantaríamos um parabéns tradicional de aniversário –  este ano foi-nos permitido planejar e sonhar.
Ainda que a esperança  me acompanhe todos os dias e mesmo sendo uma otimista nata,  jamais poderia imaginar trilhar tantos anos (tantos e bons anos) ao lado da pessoa mais forte do mundo. Do garotinho adepto do “ comigo é 8 ou 80”. Que de tão forte me faz forte. De tão determinado, faz-me determinada. De tão abençoado, só poderia se chamar  Bento.
Parabéns filho! Nosso papo de amor é eterno.
 

Sites pesquisados:
1) http://www.terra.com.br/esoterico/monica/colunas/2008/08/04/000.htm