domingo, 16 de junho de 2013

É Papo Sério! II - Ia, ia, ia ! Viva a fisioterapia!


Até bem pouco tempo atrás eu tinha um conceito bem superficial sobre fisioterapia, ou melhor, nem conceito eu tinha. Sabia apenas que fisioterapia era algo que se fazia quando se quebra o pé ou o braço mas, nem ligava o “cré com o lé” , achava que era parte da coisa e não entendia porque, pra falar a verdade, achava até que era uma frescurinha.
Felizmente, as coisas acontecem e a gente aprende. Há oito anos estes profissionais da área da saúde frequentam a minha casa com assiduidade e também os visitamos algumas vezes na semana.
A fisioterapia  percorre tanto as situações preventivas quanto as curativas e estéticas,  a quantidade de especializações disponíveis aos já formados são muitas. Tem profissional para casos ortopédicos (fraturas, hérnias, luxações) , para recuperação pulmonar, para reeducação postural, reabilitação neurológica, massagem, drenagem linfática, alongamento... É serviço que não acaba mais!
Àqueles que estão se recuperando de lesões ortopédicas, saibam: a fisioterapia resolve seu problema.  No entanto, se seu caso são umas gordurinhas localizadas, muita retenção de líquidos, não precisa procurar o nome do cara que resolve esta parte; é um fisioterapeuta também, drenando tudo e mais um pouco. Ah! Mas você é um atleta? Ótimo, é a fisioterapia que vai lhe preparar para vencer.
Mas, de todas estas especializações a maior interrogação para mim foi a tal Fisioterapia Respiratória... Como assim malhar os pulmões? Simples assim. Necessário e imprescindível para quem tem doenças pulmonares. Então, resolvi hoje, falar particularmente desta modalidade da fisio que, imagino eu, muita gente deve ter dúvidas sobre  o que se trata.
Quem contribuiu tecnicamente para esta postagem foi a fisioterapeuta Marry Carvalho. Eu pedi cinco linhas sobre fisio respiratória mas, o material foi tão bom que , basicamente, não havia o que cortar. Assim, apenas transcreverei o que tão gentilmente ela dividiu  de seu  conhecimento. Note-se que ela fala de crianças especiais (paralisia cerebral ) mas,  é claro, que no que tange o setor de reabilitação neurológica (seja lá a sequela de que origem for : AVC, Traumas,etc.), a fisioterapia  mostra sua face mais obstinada e confortadora, no entanto, ela percorre graciosamente muitos aspectos deste super profissional.

“A paralisia cerebral além de ser uma das mais comuns desordens neurológicas que acometem as crianças, talvez seja a mais desafiadora para equipe de reabilitação quer seja pela variedade de tipos clínicos ou pelos diferentes níveis de comprometimento como motor, sensorial e respiratório.
A queixa principal da família do paciente enfoca as questões nos âmbitos da incapacidade e da desvantagem, portanto, devemos olhar o paciente como um todo, para que possamos eleger estratégias de atendimento que possam resolver ou minimizar estas questões.
As patologias neurológicas apresentam em sua maioria padrões anormais de postura e movimento que levam a um desequilíbrio da musculatura respiratória, o desequilíbrio dos músculos inspiratórios e expiratórios ocorrem devido à alteração do tônus no caso da Paralisia cerebral. Estas alterações podem evoluir para complicações como hipersecreções das vias aéreas, pneumonias de repetição, déficit da tosse, apneias etc.
A fisioterapia respiratória tem como objetivo proporcionar ao paciente condições para respiração mais efetiva, cabe ao fisioterapeuta munir-se de recursos para elencar as técnicas que devem ser otimizadas com cada paciente, vale ressaltar a importância da equipe interdisciplinar em todos os processos de reabilitação e assistência ao paciente e seus familiares, o foco da família que possui uma criança com necessidade especial, não deve ser somente no processo de reabilitação, mas se faz necessário que esta consiga oferecer também vivencias com participação ativa nos contextos social, educacional, religioso e de lazer aumentando o seu desempenho global e não somente motora.
O fisioterapeuta precisa ter em mente que as suas mãos são ferramentas terapêuticas poderosas, o tipo de mensagem que é enviada dependerá da qualidade do toque. Pode se querer expressar segurança e confiança mas, ao invés disso transmitir insegurança  e ansiedade; apenas quando entendemos como esses pacientes funcionam , é que  aprendemos quando e como modificar o nosso toque, pois eles são extremamente sensacionais e  aprendemos muito apenas com o olhar que eles nos transmitem.”

Empolgada né? Sim. Mas, só quem precisa e convive com estes profissionais sabe o quanto (em geral) são apaixonados pela área e o quanto todos nós precisamos deles.  Acho que todos nós deveríamos ter um “Personal Fisio” no nosso cotidiano. Verdade. O que antes era uma frescura aos meus ignorantes olhos, hoje é, simplesmente, uma necessidade geral e não apenas de sequelados que precisam reabilitar-se. Sempre que posto algo penso  nos deficientes e nos não deficientes, como já falei outra vez, não existe um abismo formando e dividindo dois mundos, tipo deficientes e “normais”. Então, tudo vale para todo mundo.
 E, se você leu o texto integralmente  e chegou até aqui, análise seu dia a dia, verá que também precisa de um anjo destes. Salve os fisioterapeutas!
Marry Carvalho. Fisioterapeuta, Técnica em Enfermagem, Linda Morena Padrão, Mãezona, Dirigente do Bando do Bem, Mulher do Patrão.

Obs: Você, querido amigo fisioterapeuta, que não atendeu às minhas súplicas, agora tente animar-se para as próximas postagens.Pelo amor hein!

É Papo de Coração IV - Tear da vida

 

Apesar de todo meu "estabanamento" aprendi, a duras penas, fazer tricô e crochê. Um sobe e desce de linha, laçadas, pontos e nós. É uma sequência lógica que toma forma.
Há, no entanto, uma trama que estou entendendo aos poucos. A vida é uma sucessão de acontecimentos e encontros.  Impressiono-me com as malhas que Deus nos propõe e impõe. Nada faz sentido, mas , dá tudo tão certo.
Eu sempre tive uma admiração incrível pela cultura japonesa; tudo de lá me encanta, sobretudo, a conduta irrepreensível  da população. Ás vezes penso que a cegonha me largou no país errado mas, vejam: como poderia ser japonesa se minha ascendência  é de negros, índios e europeus? Saí “meio tostadinha,” “bunduda”, beiçola, olhos arregalados... nem né?
Mas, aquilo que Freud e a ciência não dão conta, Deus explica! Ou complica, tece, sei lá...
A primeira vez que vi o Hideki foi no fórum.  Eu tinha assinado meu divórcio, acompanhada de amigas-testemunha. Ele estava entrando para fazer o mesmo. Eu só percebi um japa cumprimentando uma das minhas amigas. Primeiro fio da trama.
Algum tempo depois,  essa amiga-testemunha  ( que , a propósito, era minha sogra e virou mãe postiça) começou a namorar com ele (eu me sinto meio madrinha da relação).  Segundo fio da trama.
Mais algum tempo e o Hideki foi meu padrinho de formatura. Terceiro fio da trama.
E , majestosamente, Deus foi trançando,  tecendo, entrelaçando nossas vidas. Hoje estamos assim: ele deu aula para os meus vizinhos que são como irmãos pra mim, tio então né? É meu  padrinho de formatura e meu afilhado de casamento; é padrasto do meu ex-namorado e atual irmão postiço,  é marido da minha mãe postiça, e, portanto, pai postiço!!!!
E tá tudo explicado! Tenho ascendência japonesa sim senhor! Chupa essa manga mundo!
Um pai japonês de caráter admirável. Bom amigo, conselheiro, geminiano (mais um item de semelhança), inteligente, solidário, pró-ativo, protetor, divertido... E não caberiam tantas qualidades aqui.
Minha vida segue como colcha de retalhos. Creio que só lá no fim é que poderei contemplar quão harmoniosa foi a teia divina. Só no fim encontrarei todas as explicações para tantas coisas esdrúxulas que carrego cá dentro mas, a ascendência japonesa eu já entendi!
Entendi também que, a  revelia das disposições legais, parentes também são aqueles que nosso coração escolhe e que Deus nos "costura", no melhor estilo "patchwork" onde tudo combina, basta aceitar.
Parabéns Hideki! Arigatô!

 


Hideki  Ohe. Pai postiço, Padrinho , Afilhado, Tio, Padrasto, Professor, Empresário, Avô, Conselheiro Oficial de Assuntos Aleatórios, Cantor,Geminiano, Estabanado e Dorminhoco.